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domingo, 21 de março de 2010

Violinista

Súbito e lentamente,
Calmo e sufocante,

Enigmático e delirante,
Vens em trajes negros,
Com o olhar silenciador
Silenciando minha vida.

Moribundamente, ouço

Na minha insanidade

Palavras que nunca foram ditas,
Nos sons divinos do teu violino.

Ah meu Anjo da Música,
Em teu riso malicioso,

Alicia-me, vicia-me
Na droga que contém
No teu corpo,
E pelo mesmo

Faz escorrer, transpirar

O pecado.

Por fim terminas a música,

Sai do palco, e sua vida segue

Sem ao menos saber dos

Meus suspiros.

Gabriela Vaz

Um comentário:

Everidiana disse...

Realmente o blog é muito interessante e para mim, ao contrário do que o título indica, há a indicação da Luz, ou pelo menos de suas faíscas. Beijinhos de Every